“Esses programas são autorizados pela maioria dos dois grandes partidos desde 2006”, disse após palestra sobre planos de saúde na cidade de San Jose, California. “Os seus representantes [dos norte-americanos], devidamente eleitos, estão sendo constantemente informados sobre exatamente o que estamos fazendo”, continuou.
“Ninguém está escutando suas conversas. Não é isso o que o programa faz. Como foi dito, o que a Inteligência está fazendo é olhar para os números de telefone e a duração das ligações. Eles não estão vendo o nome das pessoas nem o conteúdo. Eles estão trabalhando com a chamada ‘metadata’, que pode ajudar a identificar potenciais líderes de pessoas ligadas ao terrorismo. Se a Inteligência quiser ouvir uma chamada telefônica eles terão que pedir aos juízes federais, assim como é feito em uma investigação comum”, explicou.
Apesar da posição incisiva, o presidente concordou que é necessário debater sobre o tema. “Como nós estamos equilibrando a balança que precisa proteger nossas pessoas e respeitar a privacidade?”, questionou dizendo que, há seis anos, esse debate não existia.
“Eu acho importante reconhecermos que você não pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade com zero de inconveniência”, disse. “Se as pessoas não podem confiar no Poder Executivo, nem no Legislativo ou Poder Judiciário... acho que teremos problemas”, concluiu.
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